Alade*
Fragmentos. Ecos. Um mar revolto de vozes.
Tudo se confundia entre sombras, memórias e dor. Alade sentia o próprio corpo afundar, como se fosse engolida por um redemoinho no ventre. A dor era tão aguda, tão lancinante, que arrancava dela todo o ar, toda a razão.
— EU NÃO VOU PERMITIR QUE ELA MORRA! — a voz ecoou com brutalidade. Familiar.
Aaron.
Desesperado. Cruelmente humano.
Ela estremeceu. Tentou abrir os olhos. As pálpebras pesavam como chumbo. Quando enfim conseguiu, piscando ofegan