POV de Beatriz
Achei melhor parar de sonhar acordada e prestar atenção na minha parte da tortura. Depois que Caio me convenceu de que ver o que ele estava fazendo era normal, eu perguntei:
— Você disse que fazia isso com eles por dois motivos. Qual o segundo?
— Tortura psicológica e essa é sua parte na brincadeira.
Caio apontou pra Alberto, que desmaiou quando o viu esmagando o primeiro coração.
Rapidamente eu entendi. Orientada por Caio, acordei Alberto e, vez ou outra, dava coronhadas na boca dele, incentivada por Caio que, enquanto trabalhava nos primeiros dezesseis homens, me lembrava do quanto ele foi cruel invadindo a casa, arriscando o Yago estar lá.
E dizia que, mesmo que ele não fizesse mal ao menino, e se ele conseguisse sair ileso fisicamente do ataque, quais traumas poderia levar pra vida ao ver a mãe, os tios e um dos pais ou talvez os dois serem executados.
Demorei pra perceber que Caio estava mexendo com o meu psicológico também. Mas não liguei. Entendia que tinha me