POV De Bruno
Saí do meu quarto e peguei o caminho contrário ao de costume nos corredores que dividiam nossa casa e o QG. Marjorie fez uma estrutura perfeita na casa: deixou a sala de torturas no meio; do lado esquerdo, meu escritório ao lado do de Apolo; e, entre os dois, um quartinho simples pra usarmos para tortura. Mal entramos nele, já que a maioria do nosso trabalho agora era com os lícitos.
Marjorie comandava toda a parte criminosa daquele escritório dela. Nós dois viramos sua base de apoio e trabalhávamos de casa; até nossas empresas tinham administradores para fazer nosso serviço por lá. Enquanto passava pelo grande galpão, pensava que agora não era mais CEO nem mafioso. Era só marido…
O galpão era usado para as torturas da máfia. Lá tínhamos toda a parafernália: jogos de alicates, tesouras, objetos pontiagudos, tacos de beisebol, maçarico e afins. Tudo muito bem organizado, porque Marjorie não gostava de bagunça. Quem entrasse ali até pensaria que era uma enfermaria, de tão