POV de Marjorie
Acordei sozinha na cama no dia seguinte. Não lembrava de nada do que tinha acontecido. Esse era o problema daquela droga que Bruno inventou, que não servia para venda, apenas para uso pessoal, muitas vezes usada para tortura: era muito potente, mas apagava completamente a memória.
Fiquei confusa com a ausência de Bruno na cama comigo. Apolo tinha viajado de madrugada, eu sabia. Mas Bruno deveria estar ali.
Enquanto eu tentava entender se realmente tinha realizado o desejo dos meus maridos, Bruno entrou no quarto trazendo meu café em uma bandeja, vestindo apenas um roupão. Estava bem-humorado, o que me fez acreditar que sim, eu tinha feito aquilo.
— Adoro quando aquele moleque irritante não está aqui. Posso te mimar à vontade!
— Não fale assim do meu marido, senhor Bruno. O amante aqui é você!
— Adoro ser seu amante sórdido… — ele disse, colocando uma uva na minha boca.
Na bandeja tinha pão com frios, iogurte natural batido com leite, bolacha cream cracker, pas