POV de Marjorie
Estava em meu quarto me maquiando, com o coração parecendo uma escola de samba. Bruno tinha saído para buscar Caio no aeroporto. Giselle tinha avisado que seu filho estava chegando para passar alguns dias com a gente e ver a tia Michelle. Eu apenas sorri e disse que seria um prazer conhecê-lo. O jantar daquela noite seria comemorativo à presença dele.
Eu tinha desenvolvido o hábito de ouvir atrás das portas. Bastava me sentir segura, que ficava com os ouvidos colados nelas, principalmente quando Bruno estava no escritório e as gêmeas do mal estavam trancadas e dispensavam a cuidadora. Isso costumava ser raro, e eu tinha certeza de que elas falavam tudo o que queriam enquanto eu não estava em casa. Mas naquela manhã, eu tinha escutado uma conversa dos três.
— Será que ela não vai perceber traços do Caio com a família dela, principalmente com a gêmea?
— Deixe de ser detalhista, Michelle. Gêmeos bivitelinos não costumam se parecer, e Caio não tem nenhum traço da Marjorie