POV de Marjorie
Eu me remexia no banco do carro, incomodada. Aceitei a carona do noivo porque queria muito dar um abraço em Apolo. Mas eu não queria nem conversar com o homem lindo e cheiroso que estava dirigindo. Deixei ele se apresentar de cara fechada por educação, mas fiquei de braços cruzados, deixando claro que eu estava completamente fechada para ele.
Mas como odiar um homem que me contava uma história de vida sofrida? Um empenho absurdo em cuidar de pais idosos mesmo quando todos os irmãos os abandonaram… e, depois da partida deles, cuidar de uma mulher doente sabendo que não teria filhos para dar sequência à linhagem, e ainda assim permanecer por amor, sem interesse algum?
Eu sabia que deveria dar a ele, no mínimo, o benefício da dúvida. Então deixei que ele continuasse explicando aquela história toda de venda...
— Nos últimos cinco anos, Michelle começou a demonstrar interesse em vir para o Brasil, e meu único irmão com quem tenho contato incentivava. Mandava fotos pra ela