Neide Alves
O ordinário do Gio ainda completou:
— Passe este final de semana com sua esposa no restaurante. Cortesia da casa. — Apertou a mão do porteiro, agradecendo.
— Gio, me põe no chão! É humilhante ficar assim. Meus vizinhos estão olhando pelas janelas! — Protestei.
— PORRA DE VIZINHO! VÃO TREPAR, BANDO DE DESOCUPADOS! — gritou, e todos sumiram das sacadas.
— Seu louco! Me solta! Já disse que posso andar sozinha! — reclamei, mas ele apenas deu um tapa na minha bunda.
Entramos no elevador.