Eu já sabia que ela era minha antes mesmo de ela admitir isso para si mesma. Mas nunca a forcei. Esperei. Observei suas defesas caírem uma a uma, como folhas secas que o tempo arranca devagar, até que só restasse a raiz viva, pulsante, pronta para florescer de novo. E agora, ali, com o corpo dela colado ao meu, depois da noite em que fizemos amor pela primeira vez — com ternura, urgência e reverência —, eu sabia que não havia mais volta.
Elisa dormia ao meu lado com a cabeça apoiada no meu peit