A mão de Selina era fria, mas não era o frio da neve que eu vinha enfrentando nas Terras Esquecidas. Era um frio seco, sem vida, como se o sangue dela tivesse parado de circular há muito tempo. O cheiro dela — um perfume caro de jasmim que eu lembrava de sentir nos corredores da Casa Grande, agora misturado com o odor de ferro e podridão — me deu náuseas.
— Shh... — ela sussurrou, e eu senti o sorriso dela contra a minha têmpora. — Você sempre foi tão silenciosa, Lyra. Por que mudar isso