Havenna descobre que seu nome já não lhe pertence inteiro. Ele circula em vozes alheias, em frases cortadas, em comentários que não pedem permissão. E, naquele ponto, o que mais pesa não é o que dizem, mas o fato de não poder se defender.
Dias depois, o comentário veio mais alto do que os outros.
Havenna tinha acabado de sair de uma pequena loja próxima ao Café do Farol, sacola na mão, quando ouviu a frase dita sem cuidado suficiente para não ser escutada:
— É a arquiteta... no hospital.
O tom