O primeiro som que Adrian ouviu foi o monitor.
Um bip ritmado, artificial, insistente demais para permitir qualquer ilusão de normalidade.
Ele ficou parado por um instante à porta da UTI neonatal, os pés colados ao chão como se atravessar aquela linha significasse admitir algo que ainda não tinha nome. O vidro separava mundos.
Do lado de dentro, o bebê parecia pequeno demais para existir sozinho. Pele avermelhada, frágil, o peito subindo e descendo com ajuda mecânica, fios presos ao corpo minús