Nova Ventúria amanhecia diferente naquela semana, como se a cidade inteira respirasse num ritmo que Havenna ainda não conseguia acompanhar.
O apartamento ainda tinha cheiro de tinta fresca e caixas abertas. O lugar era bonito, amplo, moderno e completamente estranho.
Ela colocou a xícara no micro-ondas, apertou o botão, ouviu o bip, e só percebeu, vinte minutos depois, quando encontrou o café frio lá dentro, que nunca o tinha tirado.
Algo dentro dela estava atrasado do próprio corpo.
No trajeto