Nova Ventúria tinha o hábito cruel de não esperar por ninguém. O dia mal começara e a cidade já corria como um rio que nunca dormia. Havenna atravessou a rua estreita entre buzinas, bicicletas e passos apressados. As pessoas pareciam encaixadas, pertencentes. Ela não.
Carregava uma pasta na mão e o coração, no peito, parecia ligeiramente fora de lugar.
A entrada do prédio refletia seu rosto na porta de vidro, olheiras, o cabelo preso, a expressão de alguém que tenta se convencer de que tomou a