O silêncio na UTI era interrompido apenas pelo som rítmico e cruel do respirador. Julian estava desmoronando, com a testa encostada no vidro frio, vendo a vida de sua filha escorrer entre os dedos dos médicos.
Foi então que um som metálico e arrastado ecoou pelo corredor. **Lorenzo**, que passara horas em um estado catatônico, começou a mover sua cadeira de rodas com uma força que ninguém sabia de onde vinha. Seus olhos, antes perdidos, agora brilhavam com uma lucidez febril e desesperada.
LOR