Eu estava completamente desesperada, tentando encontrar alguma explicação, alguma saída. Parecia que a minha vida tinha desmoronado de uma hora para outra. Fiquei parada, incapaz de me mover, apenas olhando para as minhas próprias mãos cobertas de sangue. De onde vinha todo esse sangue? Ao meu lado, Maria falava algo, mas as palavras não faziam sentido — parecia até que quem vivia aquilo tudo não era eu.
— É ela! Olhem só, é essa desgraçada que matou o meu filho! — gritou a senhora Hernandez,