Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma paixão proibida nasce entre Susana, uma professora dedicada que conquistou o sonho de lecionar numa das melhores faculdades do país, e Carol: dez anos mais nova, rebelde, problemática e dona de um jeito que desafia todas as regras. O que começa como provocações e brincadeiras se transforma num desejo avassalador, mas também numa obsessão perigosa que coloca em risco tudo o que Susana construiu. Quando suas famílias se unem para separá-las a qualquer custo, elas terão que escolher: abrir mão do amor ou arriscar perder tudo o que têm para ficarem juntas.
Ler maisO Preço De Sentir Você — Obsessão Proibida
Na parede da sala, o relógio marcava o tempo com uma lentidão que parecia torturar cada segundo. A luz suave do entardecer invadia o ambiente, dourando as estantes cheias de livros, as carteiras organizadas e o quadro-negro onde ainda restavam os traços da última aula. Tudo ali respirava ordem, respeito, conhecimento — tudo o que deveria existir entre uma professora e sua aluna. E era exatamente ali, onde as regras eram claras e os limites pareciam inquebráveis, que um sentimento proibido começava a nascer, silencioso, perigoso e inevitável. Susana havia lutado anos para chegar até ali. Desde muito jovem, carregava o sonho de lecionar numa das faculdades mais prestigiadas do país, uma conquista que representava o resultado de noites de estudo, dedicação absoluta e renúncias. Aos 30 anos, tinha a carreira que sempre quisera, o respeito de colegas e alunos, uma vida estruturada e admirada por todos. Para ela, aquele espaço era sagrado: um lugar onde ensinava, aprendia e se sentia realizada, dona de um caminho construído com tanto zelo que jamais imaginou que algo pudesse abalá-lo — muito menos alguém. Até o dia em que Carol entrou pela porta da sala. Dez anos mais nova, com um olhar que parecia enxergar muito além do que deveria, a jovem não se parecia com nenhuma outra aluna. Era inteligente, inquieta, cheia de uma energia que ao mesmo tempo atraía e assustava. Rebelde, desajustada, cercada de segredos que carregava como uma armadura, ela desafiava cada regra, cada aviso, cada tentativa de manter distância. No início, Susana pensou que fosse apenas uma aluna difícil, mais uma que precisava de atenção e paciência. As provocações, os comentários fora de hora, os olhares que demoravam mais do que o permitido — tudo parecia ser apenas uma forma de chamar atenção, uma brincadeira de quem queria se destacar. Mas pouco a pouco, aquilo deixou de ser simples. O que começou como curiosidade, depois como um estranho interesse, transformou-se em algo mais profundo, algo que nenhuma das duas conseguia controlar. Carol não queria apenas aprender, não queria apenas ser notada: ela queria tudo. Desenvolveu uma paixão que beirava a obsessão, um desejo avassalador que a levava a atitudes cada vez mais perigosas, capazes de colocar em risco não só a sua própria vida, mas tudo o que Susana havia construído. Para a professora, a confusão era dilacerante: ao mesmo tempo em que aquele sentimento ameaçava destruir sua carreira, sua reputação, tudo o que ela considerava importante, era também o que a fazia sentir-se viva, inteira, verdadeira pela primeira vez. Como poderia algo tão errado parecer tão certo? Como poderia o que era proibido ser exatamente o que faltava para se sentir completa? O equilíbrio delicado que elas mantinham começou a ruir quando o segredo deixou de ser só delas. Olhares atentos, comentários sussurrados, desconfianças que cresciam a cada dia. Quando a verdade começou a vir à tona, o mundo que conheciam desabou. As famílias de ambas, unidas pelo mesmo choque, pela mesma crença de que aquilo era um erro inaceitável, decidiram agir. Para elas, não havia amor ali — havia desvio, havia risco, havia algo que devia ser cortado pela raiz, a qualquer custo. Sem se importar com o que sentiam, sem parar para entender a profundidade daquilo que existia entre elas, uniram forças com um único objetivo: separá-las, definitivamente, não importava o quanto isso iria doer, não importava as consequências. Mas o que ninguém esperava era que, quanto mais tentavam afastá-las, mais forte crescia o que sentiam. O que era apenas uma paixão inesperada tornou-se uma luta: contra o mundo, contra as regras, contra o julgamento de todos. Susana e Carol agora precisavam decidir: seria possível viver esse amor pagando o preço de perder tudo o que tinham? Ou seria esse sentimento forte o bastante para sobreviver a tudo o que viria pela frente? Entre o que é permitido e o que se deseja, entre o dever e o coração, elas descobririam que o amor proibido não escolhe hora, nem lugar, nem pessoas — e que, às vezes, o maior risco de todos é justamente o que nos faz sentir vivos.Susana...Não sei se estou sendo uma pessoa egoísta, mas não quero nada e nem ninguém que me faça lembrar o meu passado, amo minha irmã, mas sei que não viverei em paz, ela está bem, feliz, segura, com pessoas que a ama, melhor que continue assim, não prolonguei a despedida, só queria ir embora com a única pessoa que me amou, que lutou por mim e que me daria a vida para me vê bem.__tem certeza disso? __tá querendo que eu fique?...ou já colocou outra em meu lugar?__cruza os braços e faço um biquinho fazendo ela rir.__te esperei por cinco anos, te esperaria por uma vida inteira se fosse preciso __mesmo receosa, segura meu braço e me puxa para si selando nossos lábios, o beijo é rápido, mas o suficiente para me acender, segura meu rosto entre suas mãos__vamos embora desse país?__Eu com certeza gostei da ideia, com você eu vou para qualquer lugar do mundo__me dar um selinho, segura minha mão, seguimos para o carro que estava estacionado do outro lado da rua.__já esta tudo pronto para
Carol...Foram momentos difíceis, fiquei dias em coma, muitas queimaduras pelo corpo inalei muita fumaça, que me deixou impossibilitada por um ano, eu lutei contra meus medos, precisava ser forte por ela, eu poderia sergui em frente, mas jamais iria desistir, precisava me reerguer por ela, só ela que me importava.As cicatrizes que aqueles malditos deixaram no meu corpo foi o combustível para consegui me vingar de todos aqueles malditos. Devo minha vida ao Lipe e aos amigos dele, já não havia esperança para mim, me deram dois tiros e me trancaram no carro e, em seguida colocaram fogo, já sem forças eu só pensava na Susana, mas eles não me deixaram morrer, me tiraram de dentro do carro em chamas, só consegui agradecer e desmaiei, acordei dois meses depois, estava sozinha, sem identificação, assim que consegui entrar em contato com o pessoal, respirei aliviada em saber que as crianças estavam bem, eles tiveram que me deixar pois a polícia chegou.Minha recuperação foi bem difícil, mas e
Susana Cinco malditos anos se possaram e, se eu falar a vocês que aqui me sinto livre, posso dormir se medo pois tenho a certeza de que não serei tocada, abusada, agredida.O primeiro ano nesse lugar foi um inferno, eu fui espancada varias vezes, ouvi uma detenta falar que a ordem vero de fora, aquele maldito delegado, tenho certeza que foi ele, mas em um belo día acordei com gritos, fomos tiradas das celas e jogadas no patio, lembro que ness dia chovia muito, passamos horas na chuva, quando finalmente fomos levados para dentro, ao passar pelo corredor me diparo com cinco corpos no chão, eram elas, as malditas que fizeram meus dias um inferno, pensei comigo, elas se foram mas outras virão outros, mas não veio.Tenho pesadelos quase todas as noites, em todos esse meses a imagem da Corol naquel carro me atormenta. A diretora do presidio por anos tentar me ajudar, depois da Carol aqui encontrei pessoas boas, que tentam me deixar bem, mesmo eu sendo essa pessoa fechada, que não fala com
Susana...Enquanto a idiota dormia, pensei qual seria o próximo passo, preparei uma panela de óleo, quero que ela sinta bastante dor.__Hora de acordar__encosto a panela em sua perna, acorda no susto, coloco a panela sobre a cadeira, agarro em seus cabelos__Lívia, já te dei tempo suficiente, agora só irei parar quando você estiver morta.__va...vamos conversar.__não quero ouvir nada que venha de você.__Susana...__bato forte sua cabaça na mesa, dois dentes são quebrados, ela chora.__você pode chorar, implorar, mas não irei parar__o sangue dos seus joelhos escorre sem parar, formando uma poça de sangue no chão, quando ela levanta a cabeça e me olha, pego a panela de óleo e derramos em parte do seu coro cabeludo e por toda suas costas, a dor é tanta que ela desmaia na hora, nem deu tempo de gritar.Sua respiração era fraca, ela não irá aguentar muitíssimo, pego uma serra circular, nunca usei essas coisas, mas acredito que não seja tão difícil, ela abre os olhos, me aproximo mostrando
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