Mundo de ficçãoIniciar sessãoNesse mundo, humanos e lobisomens viviam juntos, como duas espécies diferentes. Miguel sempre quis filhos, mas acha estranho que não conseguia engravidar, ele era um homem muito fértil. E quando decide conversar com seu marido, ele simplesmente o encontra lhe traindo com sua suposta melhor amiga.
Ler maisMiguel olhava em volta do pequeno consultório, havia feito mais um exame de rotina, mas não estava com muitas esperanças, ele era muito fértil e mesmo assim não conseguia engravidar, e ele sabia que o problema não poderia ser seu marido, Henrique também queria filhos e também já fez exames para mostrar que também era bem fértil, Miguel simplesmente não entendia o que estava acontecendo. ele pegou algumas revistas que tinham por ali para passar o tempo, era basicamente um documentário sobre os antigos tempos, as vezes Miguel não acreditava que antes homens não eram capazes de engravidar, e sim, apenas as mulheres, mas hoje em dia era comum ambos os gêneros poderem gerar uma vida.
Houve muitas mutações com o passar dos tempos, e os homens evoluíram, os machos poderiam engravidar igual as fêmeas, mas essa não foi a única evolução, pois então, surgiram os lobisomens. — Senhor Silva? Miguel tirou sua atenção da revista e viu sua médica, Jasmim. — E então? — pergunta Miguel, ansioso, apesar que já sabia a resposta. — Infelizmente, você não está grávido. — Eu não entendo qual é o problema. — As vezes isso acontece, já vi vários casais que tentam muito, mas não conseguem ter filhos, seus exames estão todos perfeitos, então só posso dizer que talvez o problema esteja em seu marido. — Mas Henrique não é infértil. — Ele pode não ser, mas talvez ele produza muito pouco espermatozoides e por isso é mais difícil de você engravidar. — O que você sugere? — Se você quer tanto ter um bebê, eu sugiro que faça uma inseminação artificial. — Do meu marido? — Não, eu tenho uma mostra aqui. — Eu não vou ter um filho de outro homem, quero um bebê do meu marido. — Tudo bem, é sua decisão, mas se for mudar de ideia, tem que se decidir rápido, muitos fazem inseminação artificial, e as amostras acabam rapidamente, e até vim novas, é muita espera. — Certo, obrigado. Jasmim se levantou e foi ao banheiro, e Miguel olhou para a roupa de hospital que estava usando, ele rapidamente pegou suas próprias roupas, e começou a vestir sua calça, um homem então entrou no consultório. — Ei, você não pode entrar aqui assim! — diz Miguel. O castanho acabou perdendo o equilíbrio, e só não caiu porque o homem lhe segurou, Miguel olhou para ele, seus cabelos eram escuros e ele tinha olhos azuis, igual ao céu. — Esse é David Carvalho, ele é um lobisomem. — pensa Miguel. — Posso soltar você agora? — pergunta David. — Ah, claro. David então lhe solta, e vai embora, Miguel respirou fundo, ele tinha um medo muito grande de lobisomens, afinal foram lobisomens que mataram seus pais biológicos, e mesmo amando seus pais adotivos, as vezes Miguel se sentia indesejado, sabendo que não era realmente filho deles, Miguel também já viu muitos casos de lobisomens machucando humanos sem motivo nenhum, lobisomens se sentiam superiores por conta de sua força e agilidade, e machucavam humanos apenas por que sim, Miguel suspirou e decidiu esquecer aquilo, ele voltou a vestir suas roupas e só queria ir para casa. David Carvalho, Alfa da alcatéia, e que estava concorrendo no mundo da política, estava na sala de espera do hospital, logo vendo seu braço direto, Samuel Oliveira, chegando onde estava. — Deu tudo certo, David? — Sim, minha amostra já está bem guardada, quando eu encontrar a Luna perfeita, ela será a mãe dos meus filhos. — Só espero que isso não demore muito, a alcatéia precisa de uma Luna, depois que a última foi embora. — Não quero falar sobre isso, como está Juliano? — Ainda bem grávido, acabou de completar cinco meses, está tudo bem nos exames, mas estou achando a barriga dele grande demais. — Será que são gêmeos? Samuel ficou muito pálido e David acabou sorrindo com isso. (...) Miguel fica feliz por finalmente chegar no seu apartamento, ele ouve um rápido barulho vindo do quarto, e sabia que era Henrique, seu marido acabou de terminar a faculdade de direito que queria muito, ele sempre quis ser advogado, mas não tinha dinheiro para realmente fazer uma faculdade, então Miguel pagou tudo para ele, Henrique sempre dizia que iria lhe pagar de volta, mesmo quando Miguel disse que não precisava, ele recebeu uma grande herança de seus pais, eles provavelmente eram ricos, mas Miguel gostava de sua vida simples, então morava em um apartamento de classe média e trabalhava como professor infantil. O castanho pegou duas taças e colocou vinho nelas, chegou a hora de realmente se esforçarem para terem um bebê, Miguel correu animado até o quarto. — VAMOS TER UM BEBÊ! Miguel olha para Henrique e arregala os olhos, sua melhor amiga, Rafaela, estava completamente nua junto ao seu marido. — QUE PORRA É ESSA? — grita Miguel. Henrique e Rafaela rapidamente se afastam e usam o lençol para cobrir sua nudez. — Você está brincando? está realmente dormindo com minha melhor amiga? — pergunta o castanho. Miguel realmente não queria acreditar, ele e Henrique namoravam desde o ensino médio, e eles se casaram assim que terminaram os estudos, Miguel fez de tudo para ajudar seu marido, e Rafaela era sua amiga praticamente desde sempre. — Eu não pude evitar. — diz Henrique. — Como é? — pergunta Miguel, e logo em seguida bebe os dois vinhos que havia trago consigo. — A gente trabalha junto, e passamos mais tempo juntos, até as pessoas do meu trabalho achavam que éramos casados, e ai eu percebi que seria melhor assim, acho que seria vergonhoso se soubessem que sou casado com um professor. — Ai simplesmente decidiu começar a transar com ela? — Eu estou grávida dele. — fala Rafaela. Miguel olhou para ela, aquilo não era possível. — Como você está grávida? Henrique não conseguia me engravidar. — Isso é porque eu estava colocando anticoncepcional nos seus sucos. — fala Henrique. Miguel arregalou os olhos, anticoncepcional? aquilo fazia muito mal se fosse tomado em excesso, poderia até prejudicar Miguel e ele poderia não conseguir ter seus filhos. — Saia. — diz Miguel. — Como é? — se intromete Rafaela. — Saiam os dois do meu apartamento, leve suas coisas Henrique, depois eu mando o divórcio, se eu voltar e vocês continuarem aqui, vou chamar a polícia. — fala Miguel. O castanho rapidamente saiu dali, pegou seu carro e voltou o mais rápido possível para o hospital, por sorte, sua médica ainda estava ali. — Doutora Jasmim! — Senhor Silva? Miguel rapidamente se aproximou dela. — Eu mudei de ideia, quero fazer a inseminação artificial!Seis meses já haviam se passado, e para Miguel, ainda parecia impossível acreditar em tudo o que tinha acontecido em tão pouco tempo. Há alguns meses, ele era apenas um professor de crianças, que sonhava em construir uma família. Depois, descobriu a traição do marido, engravidou por um acidente inesperado, passou a viver rodeado por lobisomens e, para completar, descobriu que também era um deles, filho de um casal assassinado muitos anos atrás.E agora, ali estava ele: sentado na grama do jardim da mansão, observando seu filho brincar. A vida realmente era capaz de surpreender.— Não coloca isso na boca, Noah — pediu Miguel, correndo até o bebê bem na hora em que ele ia mastigar uma folha seca.O pequeno soltou uma gargalhada alta, como se achasse tudo a maior graça do mundo. Miguel suspirou, sorrindo.— Você definitivamente puxou o pai, só pode.Noah sorriu de volta, e Miguel sentiu o coração derreter. Era impossível resistir àquele sorriso. O menino tinha os cabelos escuros de David
Miguel não conseguiu pregar o olho nem por um segundo. Mesmo horas depois de voltarem para a mansão, as palavras daquela senhora continuavam girando na sua cabeça, como se estivessem gravadas ali para sempre.“Você nunca foi humano.”Era impossível. Simplesmente não fazia sentido. Durante toda a sua vida, ele tinha certeza de quem era: cresceu como humano, estudou em escolas de humanos, teve amigos humanos, viveu tudo dentro daquela realidade. E agora, de repente, toda a sua identidade estava sendo colocada em dúvida, só por causa de uma velha pelúcia que ele carregava desde criança.Sentado na cama, abraçando os próprios joelhos, ele permanecia imóvel no escuro. A única luz que entrava vinha da lua, que brilhava forte através da janela.Quando a porta abriu devagar, ele não precisou olhar para saber quem era. Sabia, só pelo jeito de se mover.David.— Você ainda está acordado — disse o Alfa, com voz baixa.— Não consigo dormir.David entrou no quarto sem fazer barulho e sentou-se ao
Miguel respirou fundo, parado diante do espelho, observando seu próprio reflexo. A roupa nova que tinha comprado ficava realmente bonita nele: o tecido escuro realçava suas feições, e a barriga de gravidez já estava visível o suficiente para deixar claro que ele esperava um filhote. Mesmo assim, o nervosismo não o abandonava.Naquela noite, aconteceria o maior debate da eleição para Alfa dos Alfas. David estaria lá, diante de milhares de espectadores, jornalistas e representantes de alcateias de todo o país. E Miguel estaria ao seu lado.— Está pronto? — perguntou David, aparecendo de repente na porta.Miguel virou o rosto para encará-lo, e por alguns segundos, ficou em silêncio. Ultimamente, estava ficando cada vez mais difícil ignorar o quanto David era bonito. O lobisomem usava um terno preto perfeitamente ajustado ao corpo, os cabelos escuros penteados para trás e os olhos azuis brilhavam com uma intensidade que parecia mais forte do que o normal.— Está me encarando por algum mot
Miguel olhava para as roupas de seu guarda roupa e simplesmente nada lhe interessava, por Miguel ser a "Luna" de David, ele iria precisar comparecer aos debates da eleição, e o humano precisava de uma roupa bonita, mas parecia que nada era bom o suficiente. Miguel sente lágrimas em seus olhos, era um motivo idiota para chorar, mas ele estava cheio de hormônios da gravidez, a própria gravidez de um lobisomem era muito rápida, os filhotes se desenvolviam rapidamente, a barriga de Miguel já estava começando a aparecer.David entrou no quarto e ficou um pouco sem reação ao encontrar Miguel chorando com várias roupas ao seu redor, o Alfa se aproximou lentamente.— Miguel, está tudo bem?— Não, eu não tenho roupa.O Alfa olhou em volta confuso.— Você está cheio de roupas.— Elas não são boas o bastante, eu não gosto de nada.— Podemos então ir ao shopping comprar novas roupas.— Não é justo eu querer que você gaste comigo.— Você está esperando meu filhote, é o mínimo que posso fazer, sei
Último capítulo