A chama acesa

— E o que exatamente você acha que eu procuro, senhorita Duarte?

Helena levantou-se da cadeira. Agora estavam quase frente a frente. No ato que ela exerceu seus rostos quse se encostaram mas não ocorreu, os olhos fixos um no outro, a respiração desacelerada, ela sussurra eum um tom firme e provocativo, os labios vermelhos humidos.

— Controle.

A palavra saiu suave.

— Homens como você precisam acreditar que estão sempre no comando - Ela caminha lentamente em  volta dele, mantendo os olhares fixos.

Leonardo estreitou o olhar.

— E você acha que pode tirar isso de mim?

Helena deu um pequeno passo para a direção dele, a mão de Leonardo quse age por si só quase segurando a cintura estreita de Helena, ele queria atirar ela sobre aquela mesa, os desejos falavam, berravam em seu interior, a tensão sexual entre ambos crecia, ela sussura frente a frente com seu inimigo.

— Acho que posso te desafiar.

Ele ficou imóvel por alguns segundos, observando, avaliando, medindo cada gesto, lutando contra o impulso de agarrar aquela mulher e doma la ali mesmo.

— Você não tem medo nenhum, tem?

Helena sustentou o olhar.

— Tenho.

— Do quê?

— De perder tempo com homens que não conseguem acompanhar meu ritmo.

Aquilo o irritou, mas ao mesmo tempo despertou algo perigoso dentro dele. Leonardo aproximou-se mais um passo. Agora estavam muito perto. Perto o suficiente para sentir a respiração um do outro, o cheiro dos alitos refrescados e limpos, Helena morde de leve o proprio labio e humidece a boca com a lingua, Leonardo engole sua saliva a seco observando cada detalhe, ele adverte.

— Você está brincando com fogo, Helena.

Ela sorriu de lado.

— Eu prefiro pensar que estou acendendo uma chama.

Os olhos dele escureceram levemente. Havia algo naquele momento que nenhum dos dois queria admitir, porque a tensão entre eles havia deixado de ser apenas intelectual e começava a adquirir outra natureza, algo físico, algo instintivo, Helena sentia se atraida a ele, mas não admitia a si mesmo e nem a ninguém, ela gostava de acreditar que estava apenas se divertindo.

Leonardo percebeu essa tensão palpável ,e foi exatamente por isso que se afastou, ele não gostava de mistuar negócios com prazer, mas Helena o provocava muito, Ele caminhou de volta até a mesa e pegou os documentos que ela havia trazido. Ajustou o blazer e se sentou tentando respirar e aos poucos tentando tirar de seu corpo a tensão sexual que sentiu.

— Você quer trabalhar nesse projeto?

— Quero.

— Por quê?

Helena respondeu sem hesitar.

— Porque eu sei que posso fazer melhor do que qualquer outra pessoa que você tenha nessa empresa.

Leonardo analisou os papéis lentamente.

— E se falhar?

Helena cruzou os braços.

— Eu não falho.

Ele ergueu os olhos novamente, e pela primeira vez desde o início da reunião algo parecido com interesse real surgiu em seu olhar.

— Isso é arrogância.

— Não — respondeu Helena calmamente — é confiança.

O silêncio voltou a dominar o escritório, mas agora havia algo diferente no ar, algo mais quente, mais perigoso. Leonardo fechou a pasta.

— Muito bem, Helena.

Ela aguardou.

— Vou te dar uma chance.

— Eu não esperava menos.

Ele respirou fundo, porque naquele momento havia uma vontade irracional crescendo dentro dele, uma vontade inesperada, quase insuportável: ele queria tocá-la, queria descobrir até onde aquela ousadia ia, queria quebrar aquela confiança.

Mas Leonardo Vasconcellos não era um homem que perdia o controle, ele seguia as suas regras. Ele apoiou as mãos na mesa e falou com voz firme.

— Essa reunião acabou.

Helena pegou sua pasta, mas antes de sair olhou para ele mais uma vez.

— Foi um prazer conhecê-lo, senhor Vasconcellos.

Ela caminhou até a porta.

Mas antes de sair, virou-se.

— Ah… e Leonardo?

Ele ergueu o olhar.

— Sim?

Helena sorriu suavemente.

— Esse jogo só está começando.

E então caminhando para a porta de forma elegante seus passos ressoam, Leonardo em um impeto puro de masculinidade se levanta ele avança até ela , agarrando a pela cintura  ele a vira para si, olho nos olhos, o maxilar dele rigido forçando se ao maximo para tentar conter a fera que estava dentro de si, ela o encara sem medo, seus labios vermelhos humidecidos , provocam, convidam , ele a empurra contra a parede ao lado da porta ela arfa lentamente mantendo a postura ereta e o olhar no dele atiçando o, fixos um ao outro, desafio, ousadia, ele sabia , havia perdido o controle, mas não conseguia parar  a mão que estava na cintura passa lentamente pela curva de Helena, ele a queria e não queria esperar nem hesitar, ela fala provocativa:

— Está perdendo o controle agora ...Leonardo, está gostando?

Isso o faz perceber o quanto aquela mulher o dominou em alguns minutos e isso faz com que ele se afaste subtamente olhando para ela que em seguida arruma sua camisa  então sai. Deixando Leonardo sozinho no escritório. Com algo que ele não sentia há muitos anos.Interesse. E uma curiosidade perigosamente próxima do desejo.

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