Olivia
Estava tarde, e as luzes do prédio começavam a apagar, uma a uma, como um reflexo cruel de como eu me sentia por dentro. Todos os dias me forçava a ignorar a presença dele, a sufocar o que quer que ainda existisse dentro de mim, que gritava por ele. Mas hoje, não consegui.
Eu o segui.
Ele andava com passos firmes pelo corredor, as mãos nos bolsos do casaco, como se tentasse esconder mais do que o frio da noite. Passei pelos seguranças, que nem sequer me notaram. Quando saí do prédio, o a