Dante
Meu dedo apertava o botão de chamada de novo, e de novo. Nada.
O celular da Ester só ia pra caixa postal. Eu tentei o número da babá, o telefone fixo do antigo apartamento, até o porteiro. Tudo sem resposta.
O apartamento estava vazio.
Sem sinal de ninguém. Sem vestígios do bebê. Sem Leo.
Senti a mão suar enquanto saía do prédio, o estômago embrulhado em um aperto que fazia parecer que a última refeição tinha sido há dias. Na verdade, eu nem me lembrava se tinha comido alguma coisa naquel