“Eu não tenho que me explicar.”
Havia ali provocação, orgulho ferido e um pedido silencioso para que ele reagisse. Ele poderia devolver na mesma moeda. Poderia lembrá-la da própria fala sobre liberdade. Poderia questionar o “não tinha intenção” que escapara da boca dela.
Mas escolheu não fazer.
Passou a mão pelo rosto devagar, respirando fundo, como quem segura uma réplica atravessada na garganta.
— Tá bom — disse, por fim, mais cansado do que irritado. — Eu vou vestir uma roupa. A gente conver