— mas não é suficiente. Eu quero algo mais concreto. Uma razão que justifique. Algo que faça sentido pra mim. Porque quer saber coisas dela?
Soltei o ar devagar, deixando o peso da verdade escorrer pela garganta. Depois, encarei ela de novo. Firme. Cruel. Irrefutável.
— Porque ela é minha mulher.
O silêncio caiu como uma bomba no meio do bar. Os olhos dela piscaram rápido.
Eu nunca disse isso em voz alta, nem mesmo pra mim, mas saiu como doce dos meus lábios.
Era cada vez mais real.