Ela entrou na sala e eu a segui, sem pensar, como se fosse instinto.
Me sentei ao lado dela.
O perfume…
Deus, o perfume dela. Embriagava.
Fechei os olhos um segundo, inalando, tentando guardar aquilo dentro de mim.
O juiz começou.
Perguntas formais, frias. E quando me pediram para confirmar se Abigail estava pronta, se era capaz de assumir o que era dela por direito, minha voz saiu firme, mas meu coração tremia:
— Sim. Ela está pronta.
E estava mesmo. Mais do que nunca.
A