Dormi mais uma vez no apartamento de Alexandre. Talvez minha mãe já estivesse acostumada com a ideia. Cheguei pela manhã, ela ainda dormia no quarto dela. Entrei em silêncio, troquei de roupa, arrumei minha mochila.
Meu celular começou a tocar.
Quando vi o nome na tela, hesitei.
Era meu pai.
No dia anterior, ele havia enviado apenas uma mensagem seca:
“Mande o Alexandre me atender. É urgente.”
Nada mais.
Era como se ele soubesse que eu estava com Alexandre — embora não estivesse. Ainda.
Fiquei