Capítulo 57
Luna
O portão da mansão se fechou atrás de nós com um estalo surdo, pesado. Era o som de um abrigo temporário, de um porto seguro onde podíamos, ao menos por algumas horas, respirar sem olhar por cima do ombro.
A noite ainda nos envolvia, mas o céu começava a clarear no horizonte. Um tom violeta se misturava às sombras, como se o próprio mundo estivesse exalando o fôlego que segurou junto conosco durante toda a operação. Lá fora, o caos ainda nos rondava, mas aqui dentro, tudo parec