Selene Castiel
A primeira sensação foi o frio.
Não o tipo que arrepia a pele — o tipo que gela a alma.
O chão era áspero.
A luz... inexistente.
O ar, mofado. Podre. Estagnado.
Tentei me mover, mas os pulsos ardiam. Cordas. Apertadas. Feitas por mãos que sabiam como prender alguém que luta.
— Oi? Têm alguém aí? — minha voz saiu fraca, rouca, trêmula.
Nada. Só o som distante… de um gotejar. Regular. Mecânico. Irritante.
Acordei. Não só do torpor. Acordei pro pesadelo real.
Fui sequestrada.
E não