O silêncio da sala pesa diferente depois que a Clara sobe, não pesado como culpa, mas pontudo, daqueles que ficam cutucando a cabeça até você perceber exatamente onde errou.
Eu continuo sentado no sofá, olhando para um ponto qualquer da parede, me perguntando em que momento achei uma boa ideia perguntar, mesmo que de forma indireta, se ela tinha amigos, vida social e, claro, um possível namorado, como se isso fosse um comentário neutro, casual, absolutamente normal.
Não foi.
Foi estranho.
Pior,