Um formigamento percorreu meus braços, minhas mãos, meus sentidos. Como se a sinestesia voltasse com tudo para os meus sentidos.
As mangas da minha capa começaram a vibrar, e um brilho dourado escapou entre os fios da roupa. Olhei para as minhas mãos e vi, o espiral verde e dourado, se formando novamente, girando, vivo, como se tivesse vontade própria.
Meu coração parou.
Não. Não agora.
Não aqui.
Abaixei as mãos rapidamente, escondendo-as sob a mesa, prendendo a respiração. Fechei as palmas com