Um formigamento percorreu meus braços, minhas mãos, meus sentidos. Como se a sinestesia voltasse com tudo para os meus sentidos.
As mangas da minha capa começaram a vibrar, e um brilho dourado escapou entre os fios da roupa. Olhei para as minhas mãos e vi, o espiral verde e dourado, se formando novamente, girando, vivo, como se tivesse vontade própria.
Meu coração parou.
Não. Não agora.
Não aqui.
Abaixei as mãos rapidamente, escondendo-as sob a mesa, prendendo a respiração. Fechei as palmas com força, pedindo a deusa Selene que me ajudasse.
Mas o ar mudou.
Um estalo de energia percorreu o salão, e todos pararam ao mesmo tempo. O som das conversas morreu. As chamas flutuantes tremeram.
Blake foi a primeira a se levantar, os olhos faiscando poderosamente, sua postura altiva ficou evidente, sua aura se expandiu, pressionando a todos em torno dela.
— Há alguém invocando magia sagrada aqui! — disse, e o salão inteiro pareceu congelar.
As cabeças se viraram. As cadeiras rangeram. Um silênci