Zara Moraes
As pessoas costumavam chamar Alexandre Montenegro de muitas coisas.
Rei de Gelo.
Monstro.
Homem sem alma.
Predador.
Imperador.
Nenhum daqueles nomes me surpreendia.
Porque eu já tinha visto o homem capaz de fazer uma sala inteira mergulhar em silêncio apenas com um olhar.
Já tinha visto criminosos experientes tremerem diante dele.
Já tinha visto aliados obedecerem sem questionar uma única ordem.
Alexandre inspirava respeito.
Medo.
Autoridade.
Mas existia uma versão dele que ninguém