Mayla caminhava ao meu lado, agora vestida com o couro de fada e a túnica de linho, movendo-se com uma agilidade que Manhattan nunca exigira dela. Ela não reclamava. O olhar dela estava fixo nas paredes de cristal que refletiam mil versões de nós próprios.
— O cristal está a absorver o meu excesso de carga — observou ela, a voz num sussurro técnico. — É um sistema de dissipação natural. Se eu tocar na veia principal, posso amplificar o sinal?
— Se o fizeres, acordas o que vive aqui em baixo — respondi, mantendo a mão no punho da espada. — E Eldron sabe que este é o único ponto cego da Barreira.
De repente, as paredes de cristal mudaram de cor. O azul suave tornou-se um vermelho pulsante. Um sinal sonoro, como um alarme de segurança, vibrou através da rocha.
— Temos companhia — disse Mayla, e vi-a fechar os punhos. Ela não recuou. Ela deu um passo em frente, os dedos a soltarem faíscas. — O sistema detetou uma intrusão.
Eles não enviaram mercenários. Eldron enviou Kaelen-4. Caelum. O h