Ponto de vista de Mayla
Eu não queria mais "sentir". Sentir era para amadores. Eu queria mecanismos.
— Outra vez — ordenei. Minha voz saiu rasgada, mas eu não me importava.
O Sol de Éterea não era como o de Nova York; ele não apenas iluminava, ele pesava. Eu estava tentando tratar a magia como se fosse uma linguagem de programação. Se eu fizer o gesto X, recebo o resultado Y. Mas o resultado Y era sempre uma faísca pífia que morria antes de atingir o alvo.
Abner estava parado à minha frente, a imagem da calma absoluta que me irritava profundamente.
— Mayla, você está tentando gerenciar a magia como se fosse um fluxo de caixa — ele disse, caminhando ao meu redor. — Você quer prever o lucro antes de fazer o investimento. Mas em Éterea, o investimento é o risco.
— Eu não trabalho com riscos não calculados, Abner! — Rebati, sentindo o suor escorrer entre minhas escápulas. — Me dê a fórmula. Me dê o padrão!
Ele parou subitamente e, em um borrão de movimento, ele estava sobre mim. Su