O mundo não se movia.
Ou talvez fosse eu quem não conseguia acompanhá-lo. Havia uma estranha lentidão em tudo, como se o ponteiro dos segundos tivesse parado bem no momento em que os olhos de Haruki encontraram os meus.
Não havia espaço para mais nada. Apenas aquele olhar.
Eu sentia a pressão das lágrimas que ameaçavam escapar, mas forcei cada músculo do rosto para contê-las. Se chorasse agora, talvez ele se fechasse de vez. Se chorasse agora, talvez fosse como admitir que tudo estava per