Quando despertei, o primeiro sentimento não foi medo.
Foi desorientação.
Abri os olhos lentamente, como se as pálpebras pesassem toneladas. A luz era suave, difusa, sem origem clara. Por alguns segundos — talvez minutos — fiquei apenas ali, deitado, olhando para o teto estranho daquela casa impossível, tentando compreender onde estava.
Meu corpo parecia leve.
Leve demais.
Sentei-me devagar. A cabeça girou, e levei a mão à têmpora, esperando sentir dor, latejamento, fraqueza.
Nada.
Respirei fund