Haruki caminhou por horas.
Não sabia dizer quantas exatamente. O céu acima continuava instável, uma mistura inquietante de cores que não pertenciam ao mundo que ele conhecia. Às vezes, o horizonte parecia ondular como se estivesse derretendo. Outras vezes, rachaduras luminosas cortavam o ar como cicatrizes abertas no próprio espaço.
Mas ele não olhava para o céu.
Ele olhava para o chão.
Para as ruas que conhecia desde criança.
Cada passo que dava era sobre algo que já tinha sido parte da sua vi