O cansaço não veio como uma queda.
Veio como maré.
Primeiro foi o peso nos ombros, depois a dormência nos dedos, depois a sensação de que meus pensamentos estavam sendo embalados para longe, um por um, como folhas arrancadas de um caderno que ninguém mais iria ler.
Eu não lutei.
Não tinha força para lutar.
Meu corpo estava além da dor aguda. Ele estava no estágio em que a dor vira calor, depois vibração, depois ruído distante. Minha perna fraturada latejava, mas como se estivesse acontecendo em