A luz entrou lentamente no quarto, atravessando as pequenas fendas entre as tábuas que cobriam a janela. Não era forte nem agressiva, mas suave, quase tímida, como se o mundo lá fora ainda estivesse a testar se podia voltar a existir. Os raios dourados espalhavam-se pelo chão e pelas paredes, iluminando partículas de poeira que dançavam no ar com uma calma quase irreal.
O calor daquela luz tocava o ambiente de forma reconfortante.
Haruki abriu os olhos.
Não despertou de repente. Foi um moviment