O primeiro impulso foi simples.
Roubar.
O homem caminhava entre os restos de uma avenida parcialmente destruída, com passos leves, acostumados ao silêncio forçado daquele novo mundo. A mochila vazia nas costas pesava mais do que deveria — não pelo peso, mas pela urgência.
Fome.
Sempre a fome.
Ele parou atrás de um carro virado.
E então viu.
Um garoto.
Sozinho.
De pé no meio da rua.
O capuz cobrindo parte do rosto.
A postura… estranha.
— Fácil — pensou o homem.
Um alvo perfeito.
Alguém perdido.