Os escombros ainda fumegavam.
Haruki caminhava sem direção, os passos leves demais para alguém que atravessava as ruínas da própria infância. O chão estava coberto de vidro partido, concreto rachado, memórias espalhadas em fragmentos. Cada pedaço refletia o céu cinza em ângulos distorcidos, como se o mundo estivesse tentando se lembrar de como era inteiro — e falhando.
Ele não sentia dor.
Sentia deslocamento.
Como se estivesse atravessando um sonho que não lhe pertencia.
Então ele parou.
Não fo