O sol daquela manhã parecia mais brando que de costume.
A luz entrava pelas janelas como se tivesse medo de incomodar.
No jardim, o vento agitava as folhas do bordo vermelho e fazia o sininho da varanda cantar baixinho, o mesmo que soava quando Haruki era criança.
Aiko acordou cedo.
Tinha limpado a casa inteira na noite anterior, como se quisesse apagar todos os rastros do passado.
Preparou arroz fresco, sopa de miso, peixe grelhado e vegetais cozidos no vapor.
Nada sofisticado — apenas o sabor