Amanheceu devagar.
O primeiro raio de sol atravessou o papel de arroz da janela, tingindo o quarto com uma luz dourada e suave. O silêncio era tão leve que Haruki podia ouvir o som da respiração do vento nas folhas do jardim. O dia nascia com uma calma estranha — não aquela quietude que pesa antes da tempestade, mas uma calma que aquieta o coração depois que ela passa.
Ele ainda usava a mesma camisa da noite anterior, um pouco amarrotada, cheirando a madeira de palco e a perfume de flores.
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