Haruki despertou antes mesmo que o alarme tocasse.
Os olhos abriram devagar, encontrando o teto branco que parecia mais pálido do que de costume. O quarto estava silencioso, mas não era um silêncio calmo. Havia algo diferente no ar — uma vibração quase imperceptível, uma espécie de pressão que fazia a respiração sair pesada, como se o próprio ar tivesse engrossado durante a noite.
Ele se sentou lentamente na cama.
Seu peito estava apertado.
Um tipo de inquietude profunda, antiga, quase instinti