POV ZION BELLINI
A luz da manhã entrou pela fresta da cortina como uma navalha preguiçosa. Mas o que me acordou mesmo… Foi o vazio. O lado esquerdo da cama.
Frio. Estiquei a mão por reflexo. Só lençol. O cheiro dela ainda ali. Mas o corpo… não. Sentei devagar.
Como se qualquer movimento brusco fosse despedaçar o pouco que ainda me restava.
Olhei em volta. Quarto arrumado. Nada fora do lugar. Nada dela. Levantei, andei até a sala.
O espaço onde ela ria. Silêncio. A prateleira onde ela deixav