Alice Kim
O sol já estava baixo quando cheguei em casa. O céu alaranjado invadia meu quarto pela janela entreaberta, como se dissesse: Você sobreviveu mais um dia, garota.
Joguei a bolsa sobre a escrivaninha, me sentei na cama, respirei fundo.
O cheiro do café da manhã ainda pairava no ar. Ou talvez fosse só memória. Ou o peso das últimas 48 horas colado na minha pele.
Ouvi o som da campainha. E logo depois, a voz da minha mãe:
— Juliaaaa! Sobe, ela está no quarto!
Não demorou cinco segundos até