Elizabeth
Assim que Rogério entrou na sala, ajeitei os papéis sobre a mesa e tentei focar no trabalho. Era o que eu sempre fazia: organizar as agendas, atender ligações, revisar prontuários. Mas naquele dia, nada parecia como antes. O ar da clínica estava diferente — pesado, cheio de olhares curiosos e cochichos que morriam assim que eu passava.
Respirei fundo e continuei digitando, fingindo não perceber. O som do teclado era a única coisa me mantendo no controle.
Até que ouvi o som dos saltos