Parte 57...
Emir
Eu a vi antes que ela me visse.
Sentada no banco, as mãos unidas no colo, o corpo um pouco encolhido como se estivesse se protegendo do vento ou estivesse desconfortável.
Ayla não pertencia àquela praça. Era delicada demais para o concreto feio e sujo. Ainda assim, estava ali. Me esperando.
E eu, que enfrentei homens armados sem sentir nada além de cálculo, senti o peito apertar. Apesar de poucas horas, eu fiquei incomodado esse tempo todo.
Ela levantou o rosto. Nossos olhares