Parte 62...
Emir
Eu fiquei alguns segundos com o celular ainda na mão, encarando a tela apagada, como se ela fosse voltar a acender sozinha.
Não acendeu. Ayla não retornou.
— Tem algo estranho. – bati os dedos no celular.
Alguma coisa estava errada. A voz dela não parecia a mesma, me deu a impressão de que estava forçada. Não era a primeira vez que Ayla dizia que estava cansada. Mas era a primeira vez que a voz dela vinha daquele jeito. Baixa demais. Controlada demais. Sem o tom impaciente, sem a ironia leve, sem a irritação que ela sempre deixava escapar quando eu insistia.
Ela estava se defendendo. Parecia querer me manter afastado e depois do que nó cominamos no hotel, de nossas noite perfeita, isso é bem esquisito.
— Será que a tia dela piorou?
Ayla só se defendia quando estava machucada. Eu já a conheço um pouco, sei de alguns de seus modos de agir e antes estava tudo normal, agora já não.
Passei a mão pelo rosto, sentindo a barba por fazer arranhar a palma. Caminhei até a janela