Rafael Mendes
O quarto 402, que deveria ser um refúgio de recuperação, havia se tornado uma câmara de tortura psicológica. O cheiro de antisséptico parecia mais forte, sufocante, enquanto eu encarava Clarice. A seringa em sua mão brilhava sob a luz fluorescente, uma agulha minúscula que carregava o peso de uma sentença de morte.
— Pare com isso, Clarice. Você não vai sair impune se encostar nela — minha voz era um sussurro perigoso, cada músculo do meu corpo tenso, mas contido pelo medo de