Rafael
O som do monitor cardíaco de April era o único metrônomo em uma sala prestes a explodir. O suor frio escorria pelas minhas têmporas, turvando minha visão, enquanto eu encarava Arthur Andrade. Ele ainda sorria, mas era o sorriso de um homem que já atravessou a fronteira da sanidade. O detonador em sua mão parecia uma extensão de sua própria arrogância.
— Você não vai fazer isso, Arthur — eu disse, minha voz saindo como um rosnado baixo, tentando manter o controle enquanto meu coração m