O silêncio pairou na sala. Denso, sufocante, como se o próprio ar ao nosso redor tivesse se tornado pesado demais para ser respirado. Meu peito sobe e desce em um ritmo descompassado e a única coisa que consigo ouvir, além do som da minha própria respiração acelerada, é a batida irregular do meu coração.
— O quê? — sua voz saiu rouca, como um sussurro perdido na tempestade dentro da minha cabeça.
Mia me encara, com seus azuis olhos marejados, cobertos de um misto de dor e certeza que me assusto