A palavra que o padre disse ainda pulsava no ar como um trovão preso entre nuvens.
Criatura.
Riverwood inteira segurava a respiração, como se esperasse que o mundo rachasse ali mesmo, na porta da igreja. E talvez fosse acontecer, se Jackson desse mais um passo.
O peito dele subia e descia rápido, a raiva contida tremendo nos olhos — não como fera, mas como um homem prestes a perder a paciência com quem ultrapassou todos os limites.
— Jackson… — ela sussurrou, apenas para ele.
Mas o toque dela não o acalmou.
Não dessa vez.
A mãe dele tentou se aproximar, tocar seu braço, mas recuou quando viu o olhar do filho um aviso silencioso, selvagem, prestes a romper a fina pele da humanidade.
O padre, teimoso como pedra velha, ergueu o queixo:
— Este lugar é sagrado. Não admito aberrações sob este teto.
O padre, firme na porta da igreja, ergueu o queixo.
— Este templo é para filhos de Deus. Não para… criaturas da lua.
A maneira como ele disse “lua” soou como um xingamento.
Alguns moradores recua